Particularmente, sempre achei deslumbrantes os filmes clássicos onde as mulheres andavam com lindas cinturas em belos espartilhos. Pena que a era do espartilho acabou, até pouco tempo!

O espartilho, a história:
Ao início do século 14, a preocupação em dar forma ao corpo era prioridade. Neste período, homens e mulheres usavam faixas apertadas em volta do corpo.
Desde que apareceu na história da moda, esta vestimenta tem sido usada como suporte e controle para as formas naturais do corpo.
Nem as crianças escapavam; assim que pudessem andar, meninos e meninas eram colocados em suportes (formas mais leves do corset), para desenvolver uma postura erguida.
O Espartilho de ontem, o espartilho de hoje:

No começo do século 19, o espartilho era ainda mais apertado, graças aos ilhós de metal. Sem o perigo de rasgar o tecido, o busk permitia o fechamento e a abertura sem que fosse necessário desfazer a amarração (nossa, o dia inteiro com ele!).
E como nem tudo são flores, as cinturas foram ficando mais estreitas, e os médicos mais preocupados.
Espartilho é um treino para corajosas:

A maioria das histórias de terror que se conta sobre os espartilhos é exceção ou lenda. Mulheres que treinavam para atingir cinturas extremas, com 40 centímetros ou menos, tinham casos clínicos de anorexia na mesma proporção de hoje. Relatos sobre perfuração de órgãos internos são incomuns, mas existem; desmaios freqüentes, como diminuição da capacidade respiratória pelo pressionamento dos pulmões, também eram possíveis (entre nós, cintura demasiadamente minúscula é um exagero!).
Os anos do Espartilho:

Nos anos 1920, com a moda da silhueta reta, os espartilhos ficaram cada vez mais raros e eram usados apenas para reduzir o quadril, enquanto o busto era suportado por sutiãs e achatado por faixas de tecido ou artefatos especialmente desenvolvidos para isto.
Os espartilhos acabaram restritos à fantasia e ao fetiche durante a maior parte do século XX. Mesmo nos anos 1950, quando o New Look de Dior voltou a valorizar a cintura de pilão, apenas cintas de tecido elásticas, levemente reforçadas, eram usadas.
Mas entre o fim dos anos 70 e os anos 80, estilistas como Vivienne Westwood e Jean-Paul Gaultier trariam o elemento da fantasia e do fetiche com toda a certeza. Couro, vinil, látex, correntes, e, adivinhe só, corsets. A moda alternativa punk e gótica incorporou o espartilho como elemento fundamental.
Dos anos 90 em diante o corset se tornou moda, lembra da Madonna e seu corset na turnê de 1990?

Nos dias de hoje, algumas griffes apostam nessa moda como adereço e outras para modificar as cinturas sedentárias.
Confeccionados sobre medida, os espartilhos para treino da cintura se propõe a restaurar a historia e a cintura das mulheres contemporânea.
Especificamente mais confortáveis, para uso diário ou até oito horas ao dia, os modernos corsets são uma boa pedida para quem não está quite com a cintura. Sensuais, melhora a postura, modifica as medidas, modernos e, principalmente eficientes!
Dicionário do Espatilho:
Busk - A vareta, que é o elemento rígido de um espartilho colocado no centro frente.
Ilhós - furo redondo, feito com o furador, em pano, couro, feltro, etc., por onde se enfia cordão, fita e tal.
Corset - Um espartilho é uma peça usada para moldar e modelar o tronco em um formato desejado
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