» 2008 » julho

julho 29, 2008

iPhone: você ainda vai ter um!

Keywords: , , — igorski @ 2:22 pm

A antecipação quanto ao novo celular atingiu níveis que costumam ser reservados ao lançamento de novos discos de superastros do rock ou de novos consoles de videogames.

Os grandes jornais do mundo todo vêm ocupando suas primeiras páginas com artigos sobre o iPhone, e qualquer migalha de informação merece divulgação em uma galáxia de blogs de entusiastas por tecnologia.

“Quero ser a primeira pessoa a brincar com ele”, disse Jose Sanchez, 22, funcionário de uma loja de sapatos que estava na fila diante da loja da Apple na 5ª Avenida, em Nova York.

O aparelho terá duas versões, com preços de US$ 500 (com capacidade de armazenamento de 4 GB) e US$ 600 (versão de 8 GB), e obriga o usuário a assinar um contrato de serviço de dois anos com a operadora de telefonia móvel norte-americana AT&T, com planos de voz e dados com tarifas que vão de US$ 60 a US$ 100. Não há previsão de lançamento do iPhone para o mercado brasileiro.

Especula-se que o preço caia para R$ 199 dólares no lançamento. (www.apple.com).

Poucos tocaram

Após ter sido visto e tocado por poucos jornalistas durante a MacWorld de janeiro
, a concessão de aparelhos para testes antes do lançamento oficial foi ainda mais rigorosa. Um dos únicos profissionais da imprensa a receber um iPhone paa avaliação foi David Pogue, colunista de tecnologia do jornal The New York Times.

Na resenha que fez do aparelho, Pogue diz que o aparelho faz jus à atenção que recebeu -o gadget foi tema de mais de 11 mil reportagens impressas nos últimos seis meses. “O iPhone é revolucionário; e tem defeitos. É substância, é estilo. Faz coisas que nenhum telefone jamais fez; e não tem algumas características encontradas nos telefones mais básicos”, afirma o colunista norte americano em seu artigo. “Grande parte da sensação e algumas críticas se justificam.”

O tom de Pogue -entusiasmado, mas com ressalvas- fica explícito quando ele fala dos defeitos do incensado telefone celular da Apple. “Então, sim, o iPhone é incrível. Mas não, não é perfeito. Não tem ’slot’ para cartão de memória, nem programa de bate-papo, nem ligação por voz. Você só pode instalar novos programas da Apple; outras companhias podem criar miniprogramas feitos especialmente para o iPhone na Web. O navegador não suporta Java nem Flash, o que o priva de milhões de vídeos da Web.

O telefone celular iPhone, da Apple, chegou às lojas nos Estados Unidos às 18h (19h no horário de Brasília) da sexta-feira (29), quase seis meses após Steve Jobs apresentá-lo para o mundo na exposição MacWorld, em janeiro último.

O produto, que combina celular, browser de Internet e player de mídia é a aposta da Apple para deixar de seu uma marca cultuada por nichos profissionais como publicitários e designers para estabelecer-se de fato como potência no setor de bens de consumo eletrônicos, posição que ensaia assumir desde que lançou o player de mídia digital iPod, praticamente sinônimo de toca-MP3 no mundo todo.

O gadget é uma aposta do co-fundador e presidente-executivo da Apple, Steve Jobs. O iPhone será um teste para sua reputação como líder de tendências tecnológicas. E seu desafio não é pequeno: provar que o iPhone pode fazer pela telefonia celular o que o iPod fez pela música digital -unificar um mercado fraturado e confuso por meio de um produto elegante e simples de usar.

“Eles querem ampliar o domínio que têm em termos de sua capacidade de criar integração realmente elegante entre hardware e software”, disse Mark McGuire, analista do grupo de pesquisa Gartner. “Para eles, esse será o novo grande negócio”, acrescentou.

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Existe Concorrente para o Google ?

Keywords: , , , , — igorski @ 11:07 am

O Google tem Concorrentes ? Quem será páreo ?

Diversas iniciativas estão começando a explorar esse campo, na intenção de ser a evolução natural na pesquisa do conhecimento pelas redes. Todas tentam superar o modelo de sucesso do Google e acostumar os internautas a uma nova experiência em buscas. É possível ?

Mas afinal, o que o Google tem ?

O segredo da aceitação unânime ao Google é o PageRank. Um algoritmo (conjunto de instruções para realizar uma tarefa), que “pontua” as páginas Web em função da quantidade de links que existem na internet apontando para o site.  Quando mais links o site tiver, mais “relevante” ele se torna.

Entretanto, o PageRank não faz diferença entre “barco de papel” e “barco com papel”, pois os termos “de” e “com” são considerados irrelevantes e a busca entende ambos como “barco + papel”. Chamados “STOPWORDS” ou palavras que devem ser desconsideradas.

Já os buscadores como Powerset, Hakia e True Knowledge, que já estão na Internet em suas versões beta, têm a pretensão de entender o significado real do que digitamos. A proposta é executar buscas mais precisas, por meio da semântica das palavras.

No exemplo acima, os buscadores não apenas seriam capazes de distinguir entre “barco de papel” e “barco com papel”, mas também de responder às nossas perguntas. Apesar de ainda possuírem falhas operacionais e ainda não ameaçarem a hegemonia do Google, esses serviços já trazem pequenas inovações que poderão repercutir a médio prazo.

Veja os principais:

Powerset

ReproduçãoTestamos o Powerset com o termo “actors who have played Superman” (atores que interpretaram o Superman). Utilizando os bancos de dados da Wikipedia e do Freebase, o serviço trouxe resultados que reportavam à mesma idéia, mas com outras construções verbais ou sinônimos —como “the actor who plays Superman” e “the actor who had first portrayed Superman”.

Além, claro, dos nomes desses atores: Kirk Alyn, George Reeves, Christopher Reeve, entre outros. DESTAQUE: Em cada resultado do Powerset também há a opção “explore facts” (explore fatos), mostrando uma nuvem de tags relacionadas aos termos encontrados.

Hakia

ReproduçãoJá o Hakia categoriza os resultados em função do conteúdo e formato de cada página encontrada.

Em uma pesquisa por “Bill Gates”, por exemplo, o Hakia dividiu as páginas em manchetes de notícias, biografias, fotos, entrevistas e o site oficial do executivo da Microsoft. Tudo para facilitar a leitura.

Outra vantagem do Hakia é que já existe uma versão em português. No entanto, esta ainda precisa de mais ajustes. Ao perguntarmos “quantos anos tem Bill Gates?”, a primeira resposta traz um dado antigo: “Aos 19 anos, o Bill Gates fundou a Microsoft”. A mesma pergunta foi feita em inglês, com resultados semelhantes.

True Knowledge

ReproduçãoO buscador True Knowledge, cujo uso ainda depende da aprovação de cadastro no site, parece mais avançado no quesito semântica. Além do visual, mas tecnológico.

DESTAQUE: Realizamos a mesma pergunta sobre a idade de Bill Gates e este trouxe de imediato a resposta em inglês: 52 anos, 7 meses e um dia, seguido da frase: “Esta conclusão é baseada em um único fato no banco de conhecimento: o dia 28 de outubro de 1955 é a data de nascimento de Bill Gates”.

Ao lado, há dois links para endossar ou contradizer a informação, para que os usuários ajudem no refinamento da busca.

E aí ?
Qual será o futuro dos buscadores ?

Adaptado do original:
http://tecnologia.uol.com.br/ultnot/2008/07/28/ult4213u506.jhtm

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